O texto de Juan Ignacio Pozo nos faz refletir sobre o crescente fracasso escolar e a aumento do tempo dedicado a aprender e que, na sociedade atual existe um paradoxo: cada vez se aprende mais e cada vez se erra mais na tentativa de aprender. A sociedade passa ser a sociedade do conhecimento, que exige uma nova cultura da aprendizagem, de conceber e gerir o conhecimento, pois as tecnologias da informação estão criando novas formas de distribuir socialmente o conhecimento. Porém para desvendar esse conhecimento são exigidas maiores capacidades, competências dos leitores, é necessário que saibam construir seu próprio olhar, fazer uma leitura crítica da informação desorganizada e difusa. Essa é a era das incertezas intelectuais e pessoais, onde aprendemos a conviver com a diversidade de perspectivas, com a relatividade das teorias, com a existência de múltiplas interpretações de toda informação, para construir a partir delas, o próprio juízo ou o ponto de vista. Com ritmo da mudança tecnológica e científica ninguém consegue prever os conhecimentos específicos que precisaremos daqui a 10 ou 15 anos, portanto existe uma necessidade de se formar alunos, cidadãos, que sejam aprendizes mais flexíveis, eficazes e autônomos, que usem estratégias de aprendizagem adequadas e capazes de enfrentar novas e imprevisíveis demandas de aprendizagem. A escola deverá formar cidadãos para uma sociedade aberta e democrática, que terão acesso e darão sentindo à informação, que converterão essa informação em conhecimento verdadeiro, em saber ordenado. A meta da educação é a gestão do conhecimento e para isso, além de competências interpessoais, afetivas e sociais, serão necessárias competências para aquisição, interpretação, análise, compreensão e comunicação da informação. É uma mudança de mentalidade, que exige um novo perfil de aluno e professor, mudanças na forma de aprender e de ensinar, deixando concepções arraigadas. Vale frisar que, a pessoa que não tem acesso às múltiplas formas culturais de representação simbólica, socialmente construídas (numéricas, artísticas, científicas, gráficas,...) está socialmente, economicamente e culturalmente empobrecido. Nosso desafio: apropriar-se de novas formas de aprender e relacionar-se com o conhecimento.
Destacamos que essa é uma síntese do texto lido.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
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As capacidades que nossos alunos deverão ter para ir além das leituras superficiais, para educar seu olhar, para lidar com autonomia diante das informações oferecidas, dependerão de nosso empenho em modificar as concepções já cristalizadas.
ResponderExcluirMais um desafio entre os inúmeros que já enfrentamos...
Val